sexta-feira, 5 de junho de 2015

Cartas de Amor aos Mortos-Ava Dellaira

Laurel é uma garota de 15 anos que irá iniciar o seu primeiro ano no Ensino Médio. Há alguns meses, sua irmã mais velha, May, morreu. May sempre fora para Laurel um exemplo do que ela gostaria de ser no futuro, e agora que ela vai entrar no Ensino Médio, ela quer ser uma adolescente como a irmã.

Então, a professora de Inglês de Laurel dá uma tarefa para a turma, onde cada um deve escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel decide então escrever para Kurt Cobain, um dos ídolos de sua irmã. Porém, Laurel não decide entregar o trabalho, já que é algo pessoal. Ela então continua à escrever cartas para diversas outras personalidades mortas, onde ela conta-lhes suas experiências, anseios e também nos dá muitas informações sobre como era sua relação com May.

As informações sobre o passado de May e Laurel são dadas aos poucos, intercaladas com as atuais experiências de Laurel, que tenta ser como a irmã TODA HORA, coisa que me irritou muito durante o livro. Porém, aos poucos algumas coisas vão se encaixando e eu comecei á compreender melhor alguns atos da protagonista.

O livro é todo narrado em cartas e trata de muitos assuntos muito válidos para o público adolescente. O fato dos destinatários das cartas serem famosos, muito da vida deles é contada, o que eu achei um ponto super positivo!

"Nirvana" significa liberdade. Liberdade do sofrimento. Acho que algumas pessoas diriam que a morte é exatamente isso. Então, parabéns por estar livre, acho. O resto de nós ainda está aqui, agarrado aos cacos."
Página 197

Automaticamente ao ver um livro que é narrado por cartas, é quase inevitável lembrar de "As Vantagens de Ser Invisível", um livro maravilhoso que foi resenhado aqui no blog em 2012. (Clique AQUI para ler a minha resenha)
Stephen Chbosky, autor de AVSI, inclusive, é um dos "padrinhos" da autora Ava Dellaira, e talvez seja por isso que o livro ficou EXTREMAMENTE parecido com a obra de Chbosky.

As experiências que Laurel passa são muito parecidas com as de Charlie e ambos também passaram por grandes perdas que ainda os abalam. Isso me incomodou bastante, pois senti falta de um pouco mais de originalidade da parte da autora. Mesmo sendo personagens diferentes, de livros diferentes, dá pra comparar facilmente um com o outro.

Laurel é exatamente aquele tipo de personagem que eu tenho vontade de espancar à cada página virada. No livro, ela tem a mesma idade que eu no momento, e a imaturidade dela me deixava boquiaberta!
O que mais me deixava com raiva é que, além dela ser muito imatura e burra, o livro se passa nos tempos atuais, onde os jovens têm acesso à informações suficientes. Porém, mesmo assim, ia lá a Laurel, toda bonita e confiante, fazer uma put# burrada! Isso me deixava possessa!

Num todo é um bom livro, com um grande potencial e com temas muito legais. Talvez tenha faltado um pouco de originalidade, como eu já disse, mas mesmo assim não consegui dar uma nota menor que 4 estrelinhas.

"Talvez ao contar as histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas. E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser uma personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser a autora."
Página 312

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Título: Cartas de Amor aos Mortos
Autora: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Nº de Páginas: 344
Avaliação: Muito Bom (4/5)

"Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho."
(Skoob)





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